domingo, 30 de setembro de 2012

Não consigo mais esconder tudo aquilo que se está a passar, não consigo simplesmente.
Já te sei responder ao porquê "daquela" nossa conversa...
É-me simples responder-te agora: as pessoas fazem "isso" não pelo facto de estarem deprimidas mas sim quando deixam de ter amor próprio. Quando alguém em quem elas confiaram, depois de tantas desilusões por partes de outrem, se está a desmoronar outra vez sobre elas.
Elas voltaram a confiar e descobrem passado algum tempo que tudo se tornou mentira, outra vez, nomeadamente metendo em questão se realmente elas são aquilo que pensam ser ou aquilo que o outro tentou que elas entendessem que eram.
E mesmo que aquilo que outro disse fosse mais uma mentira, confiou-se tanto tempo nas supostas verdades por o outro ditas que, ingenuamente ou por burrice cai-se mais uma vez e é mais fácil acreditar na pessoa que se dizia fiel não para sempre mas para todos os dias enquanto os houvesse do que em nós próprios frágeis  indefesos, a precisar apenas de um "pára com isso, dá-me um abraço, oupa!"

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Muitas vezes precisei apenas de um abraço. Muitas vezes precisei de silêncio.  Muitas vezes precisei de chorar...E agora consegui "substituir-te" por algo que me faz sentir bem melhor, um chão onde o buraco é cada vez mais fundo.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

(...) Nesta altura tinha saudades tuas, ligava-te todos os dias, queria marcar cafés contigo, queria ver-te e poder abraçar-te. Queria poder escrever-te uma carta apenas a dizer "fui, mas vou voltar sempre e se já não estiveres aqui, eu procuro-te, prometo". Mas hoje, finjo não ter saudades tuas e conformar-me que foste embora...

terça-feira, 25 de setembro de 2012





Queria tanto poder-te abraçar, pois a minha mãe sempre me disse: "abraça o que te faz feliz"

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O dia de amanhã será igual ao de hoje, irei magoar-me, todos os dias, até parar de doer.
Sai! Saí daqui, por favor! Conseguiste o que querias, agora vai embora com a taça na mão, vai!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Apesar de sempre ter acreditado que nunca era tarde, no teu caso penso que descobri demasiado tarde que eras um capítulo fechado na minha vida, um capítulo que nem chegou a existir. Quando não sabemos a diferença entre fictício e realidade apenas nos magoamos. 
Desta vez não vou voltar atrás e vou sempre lembrar-me dos dias menos bons apenas porque ambos sabemos que o erro já foi cometido diversas vezes de mil e uma formas que vão sempre levar ao mesmo.

Quando achamos que já vivemos tudo numa amizade, é mentira. 
É só apenas mais uma mentira!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Talvez os gritos cruéis e dolorosos do céu levaram-te para longe. Talvez eu não tenha possuído mesmo nada, talvez estivesse a sonhar e era urgente agora levantar-me do chão e voltar sentar-me... Repetir este acto imensas vezes, as necessárias para me sentir exausta, exausta o suficiente para poder descansar e não para saber que aquele cansaço todo se devia a ti. Poder abraçar o meu próprio corpo e de longe, finalmente ver tudo acontecer. Deixasse que fosse mesmo assim, que aquilo me fosse muito distante. Que tu me fosses mesmo muito distante.
É verdade, esqueceste-te aqui do teu coração, caso não te lembres!
Sem nos darmos conta estamos a destruir aquilo que temos. Mas ultimamente leva-me a crer ser tão "natural" acontecer isso que parece não haver forma de lutar contra tal destruição.
Onde foste? O que é feito de ti?